¿Será que los pobres son pobres porque su hambre nos da de comer y su desnudez nos viste?

Eduardo Galeano

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EH Lagunak (pt)

Milhares de pessoas reclamam a independência de Euskal Herria em Iruñea

ASEH-Lisboa - IG, 04/20/2014 - 23:32
Apesar da chuva e dos controlos de estrada da Guarda Civil, milhares de pessoas - 25 mil de acordo com a organização - reclamaram hoje em Iruñea [Pamplona] a independência de Euskal Herria, participando na manifestação do Aberri Eguna [Dia da Pátria] convocada pela rede Independentistak e apoiada pelos partidos Sortu, EA, Aralar, Alternatiba e Abertzaleen Batasuna.
Os manifestantes partiram dos cinemas Golem gritando palavras de ordem a favor da independência e seguindo atrás de uma enorme ikurriña e de uma faixa com o lema «Independentzia». Mesmo no início da marcha, Garbiñe Bueno, porta-voz da Independentistak, disse aos meios de comunicação que «a independência é a única alternativa real de futuro capaz de dar resposta aos anseios e necessidades dos cidadãos bascos».

Precedidos por um forte dispositivo policial, os manifestantes, que levavam ikurriñas e bandeiras catalãs e escocesas, percorreram as ruas do centro da cidade até ao Passeio Sarasate, onde foram recebidos pelo Hino de Navarra. No acto político que se seguiu, num estrado colocado junto ao Monumento aos Foros, saudaram-se os participantes da ANC catalã e do SNP escocês que participaram na manifestação.

Em nome da rede Independentistak, Txutxi Ariznabarreta disse que, de acordo com alguns sectores, a independência «irá gerar conflito, divisão e ruptura na sociedade basca, porque em Euskal Herria há uma grande diversidade de identidades, linguística e cultural», apresentando os estados como «garantes do respeito por essa diversidade».

Para Ariznabarreta, essa afirmação é um «grande disparate», pois os estados espanhol e francês «jamais respeitaram ou irão respeitar a diversidade, negam a identidade nacional basca e impõem única e exclusivamente a espanhola e a francesa, a sua língua e a sua cultura, desprezando e atacando todas as outras».

Para este porta-voz da plataforma, só a independência garante o respeito por essa diversidade e, por essa razão, fez um apelo a todos os cidadãos bascos para que participem, «para lá das suas sensibilidades políticas e sentimentos concretos, na construção do Estado basco, por ser a melhor alternativa para todas e todos».

À manifestação e ao acto político, seguiu-se a chamada «Indefesta», que incluiu um almoço popular no pavilhão Anaitasuna e actuações musicais na Alde Zaharra [Parte Velha] da cidade. / Ver: naiz.info / Mais informação, entrevistas, fotos e vídeos: lahaine.org

Manifestação do Aberri Eguna 2014 [ahotsa.info]Fotos: Aberri Eguna em Iruñea (naiz.info)

Terminaram, em Altsasu, os encontros juvenis Burutakzio

ASEH-Lisboa - IG, 04/20/2014 - 23:31
Cerca de 1200 jovens participaram nos encontros Burutakzio, que decorreram em Altsasu (Nafarroa) desde sexta-feira até hoje - estreitando relações, apresentando ao colectivo trabalhos e contribuições de peso sobre diversas temáticas (como micropolítica, projecção externa, «desnormalização», criatividade ou guerrilha da comunicação).

Os membros das organizações juvenis Aitzina e Ernai felicitaram os jovens por terem levado a cabo os encontros, pese embora os obstáculos colocados, e afirmaram que, com imaginação e criação, vão prosseguir com a construção do país. Fizeram também um apelo à participação na manifestação nacional marcada para dia 3 de Maio em Bilbo. / Ver: topatu.info

A procissão do Santo Cristo dos Cortes Sociais saiu à rua

ASEH-Lisboa - L, 04/19/2014 - 23:34
As procissões da Semana Santa há vários dias que dão ambiente às ruas do país. Primeiro, houve a procissão do «Santísimo Coño de los Orgasmos» (pelo direito ao aborto); depois, o «Calvario de la Y vasca» (contra o TGV); na terça-feira foi a vez de os confrades e penitentes levarem o «Paso del Santo Cristo de los recortes sociales». A procissão partiu da Praça Bizkaia, onde ficam os escritórios dos responsáveis políticos do Serviço Basco de Emprego-Lanbide, e dirigiu-se para a Delegação do Governo de Lakua em Bilbo, para assim protestar contra as «políticas de cortes» no Lanbide.

Os colectivos convocantes denunciam, entre outras coisas:- a supressão da atribuição do RSI às pessoas que têm empregos precários com salários baixos; - a manutenção do corte de 7% nas verbas das prestações sociais; - as continuas campanhas de criminalização contra os beneficiários.

Participaram na mobilização membros de colectivos sociais da Bizkaia: Argilan, Asamblea Abierta en Defensa de las Prestaciones Sociales, Berri-Otxoak, Danok Lan, Elkartzen, Mujeres del Mundo, Posada de los Abrazos, R.B.U. Taldea (Renta Básica Universal) e SOS Racismo. / Ver: herrikolore.org

JORNADA DE GREVE NA CAPRABO CONTRA O TRABALHO AOS DOMINGOS E FERIADOS
No dia 20 de Março, a empresa Caprabo [em Iruñea] convocou a Comissão de Trabalhadores (CT) para lhe apresentar uma série de modificações. Com a desculpa da crise e da necessidade de competitividade, volta a tentar roubar direitos aos trabalhadores.

A empresa propôs alterações substanciais nas condições de trabalho e, face à recusa dos sindicatos em aceitá-las (porque não respeitam o estipulado no acordo colectivo de Comércio e Alimentação de Navarra), a empresa insistiu, impondo aos trabalhadores que passem a trabalhar de forma obrigatória (e não voluntariamente, como antes) nas tardes das festas de San Fermin ou nos domingos e feriados. Depois de vários plenários com o pessoal, a CT decidiu partir para a greve. / Sobre o historial de «pegas» da empresa e sobre as reivindicações dos trabalhadores, ver: ahotsa.info

Eustakio Mendizabal «Txikia» foi morto há 41 anos

ASEH-Lisboa - L, 04/19/2014 - 23:33
O mítico militante da ETA, poeta e euskaltzale Eustakio Mendizabal, Txikia, foi morto pela Polícia espanhola em Algorta (Getxo, Bizkaia) no dia 19 de Abril de 1973; faz hoje 41 anos.

Em homenagem ao natural de Itsasondo (Gipuzkoa), Telesforo Monzon escreveu a canção «Txikia zuen guda izena» [Txikia era o seu nome de guerra], divulgada na clandestinidade e da qual existem hoje várias versões.

Em Maio de 1980, a Câmara Municipal de Getxo decidiu chamar «Txikia plaza» ao local onde Eustakio Mendizabal foi morto pelos polícias. No entanto, há cinco anos o PP e os «socialistas» conseguiram retirar o nome à praça. No município vizinho de Leioa, a Avenida Txikia também deixou de o ser. Há poucos anos, algumas iniciativas em sua homenagem foram proibidas com o argumento de que se tratava de um militante da ETA.

«Txikiak bizirik dirau» / Txikia está vivoUm vídeo histórico.
Oliba Gorriak - «Txikia zuen guda izena»[Hitzak / Letra]
Contra os que querem apagar o seu nome e a sua memória, deixamos uma passagem escrita pelo próprio Txikia: «Ikastol eta eliz askotan / Atea didate itxi; / Atzerritarrak eta seme askok / Lapur bat antzo ezetsi / Nere izena apaldu arte / Iñoiz ezin dute etsi... / Zer egin diet etsai bezala / Ainbat nazaten gaitzetsi?» / Ver: etengabe e ukberri.net

Borroka Garaia: «No cojas su fusil»

ASEH-Lisboa - L, 04/19/2014 - 23:32
No les basta a la cacicada opusiana con pervertir a los niños metiendoles catolicismo apostólico y romano por vena, sino que además se encargan de hacerles tragar la violencia de estado como algo divertido y natural.
[...]
Ese es su proyecto. Un proyecto de violencia e imposición repugnante que intenta manipular a niños en la puerta del colegio. Los aitas y las amas ya no solo dirán a los niños que no cojan caramelos de extraños a la puerta del colegio sino que no cojan fusiles de la guardia civil. (BorrokaGaraiaDa)

Notícia relacionada: «La Guardia Civil ofrece una bochornosa exhibición en un colegio público de Cintruénigo» (boltxe.info)

Inti-Illimani e Quilapayún - «El aparecido»

ASEH-Lisboa - L, 04/19/2014 - 23:31
Ao vivo em Santiago do Chile, em 2004.

LAB: «La implicación de la clase trabajadora es indispensable para abordar nuestros retos como nación»

ASEH-Lisboa - OT, 04/18/2014 - 23:33
[LAB se suma a la manifestación y los actos organizados por Independentistak Sarea y llama a la clase trabajadora vasca a acudir a Iruñea.]
En dicho contexto, LAB llama a participar en las movilizaciones del Aberri Eguna. Hacemos nuestro el llamamiento para la movilización que se realizará en Iruñea, organizada por la Red Independentistak. (boltxe.info)

Começaram em Altsasu os encontros juvenis Burutakzio

ASEH-Lisboa - OT, 04/18/2014 - 23:32
Desde as primeiras horas da manhã, chegaram a Altsasu (Nafarroa) centenas de jovens para ali participarem nos encontros Burutakzio [buru(a) = cabeça + akzio(a) = acção], organizados pelos colectivos juvenis bascos Ernai e Aitzina. A iniciativa começou com um dia de atraso, em virtude dos entraves colocados pelo Governo de Nafarroa.
Apesar dos entraves dos cavernosos, hoje juntaram-se em Altsasu cerca de 1200 jovens, para «porem a cabeça a funcionar e saltarem para a acção», aprendendo uns com os outros e pondo os trabalhos teóricos em prática. Até domingo.

Chegaram, montaram as tendas e, por volta do meio-dia, foram até ao frontão da ikastola Iñigo Aritza, onde Maialen Etxeberria, porta-voz da Ernai, e Koldo Etxegarai, da Aitzina, lhes deram as boas-vindas.
«A soberania não pode ficar vazia; sejamos o motor da revolução, o eixo da imaginação e vamos em frente!», disse-lhes Etxeberria.

As organizações juvenis prepararam um programa intenso para estes encontros, em que se incluem conferências, workshops ou concertos. À tarde, os jovens dividiram-se em quatro grupos, debateram diversas questões e participaram em vários workshops. / Com muitas fotos: topatu.info e naiz.info

Negu Gorriak - «Ez dut ezer esan nahi»

ASEH-Lisboa - OT, 04/18/2014 - 23:31
Ao vivo no Velódromo de Anoeta (Donostia, EH), em 2001. O tema aparece nos álbuns Salam, Agur (1996) e 1990-2001 (2005). [Letra e tradução: negugorriak.net]

Dia 26, em Lisboa: «Solidariedade com os presos políticos bascos. Andoni askatu!»

ASEH-Lisboa - OG, 04/17/2014 - 23:34
No actual momento político, em que não há qualquer actividade armada por parte do povo basco e se procura encetar caminhos para um processo de paz negociado que traga o direito à autodeterminação, faz ainda menos sentido que os Estados mantenham encarcerados centenas de independentistas.

No dia 26 de Abril, deslocam-se dezenas de bascos a Lisboa para exigir melhores condições prisionais para o independentista Andoni, encarcerado em Monsanto, e para exigir o regresso de todos os presos políticos bascos a suas casas.

Junta-te a nós e vamos acompanhá-los!
[clica nas imagens para aumentares o seu tamanho / klik egin irudiak handitzeko]

Para já, é este o programa de actividades:
11h00 - Praça do Rossio [Lisboa]: concentração com bascos e portugueses
17h00 - Academia Recreativa de Linda-a-Velha [Oeiras]: concertos com grupos bascos e portugueses

3000 pessoas participaram no festival organizado pela Sortzen em Oibar

ASEH-Lisboa - OG, 04/17/2014 - 23:33
Cerca de 3000 pessoas foram até Oibar, no domingo passado, dia 13, para participar no quinto festival organizado pela associação Sortzen Ikasbatuaz, no qual se reivindicou a Escola Pública basca, o direito a aprender e a viver em euskara, e se chamou a atenção para as dificuldades que a Ley del Vascuence cria a quem por tal anseia.

Os organizadores fizeram um balanço muito positivo da festa, considerando que é cada vez maior e mais disseminado o clamor contra a divisão do território navarro em zonas linguísticas e em defesa do direito a aprender em euskara em toda Nafarroa. / Ver: ahotsa.info e naiz.info

Rafael Narbona: «Boro, periodista de La Haine: una nueva agresión policial»

ASEH-Lisboa - OG, 04/17/2014 - 23:32
la prensa desobediente, alternativa e independiente es tan necesaria como un rayo de luz en mitad de la oscuridad. Sin ella, la ciudanía se hallaría mucho más indefensa y tendría que conformarse con las versiones oficiales (boltxe.info)

«La Audiencia Nacional y los delitos de opinión», de La Haine (lahaine.org)
En las últimas semanas vemos como la tendencia de la Audiencia Nacional está siendo la de la represión y la venganza judicial contra el derecho de la libertad de expresión. Si bien no es nada nuevo, se están generalizando las condenas.

«Ave Okupina Purisima!» [cas/eus], de Gasteizko Gaztetxea (lahaine.org)
Ya han pasado muchos años desde que se dio vida a la sede principal del movimiento popular y okupa de la humilde villa de Gasteiz. […] Para finalizar, queremos mandar un fuerte beso a nuestro compañero Ekaitz Samaniego , las y los presos políticos encarcelados y también a todas esas personas que están a espera de juicio.

«El Despertar de los Pueblos», de Coordinadora Simón Bolívar (BorrokaGaraiaDa)
Es por ello que debemos estar atentos ante el ataque cultural burgués; y permanecer unidos, fortalecer nuestros valores, reafirmar nuestras convicciones ideológicas, y defender y avanzar en el proceso revolucionario que se construye en Venezuela, el cual es la punta de lanza para la unidad latinoamericana.

17 de Abril: Dia Internacional dos Presos Políticos

ASEH-Lisboa - OG, 04/17/2014 - 23:31
Ume gaiztuak - «Tipi tapa»Amnistia e liberdade! Presos políticos do mundo para casa!
Amnistia eta askatusuna! Munduko preso politikoak etxera!
Comunicado da Askapena: «Munduko preso politikoak kalera» [eus/cas] (askapena.org)

A Rede Independentistak vai comemorar o Aberri Eguna em Iruñea

ASEH-Lisboa - AZ, 04/16/2014 - 23:34
Pelo terceiro ano consecutivo, a Rede Independentistak vai comemorar, no próximo dia 20, o Aberri Eguna/Dia da Pátria em Iruñea [Pamplona]. As comemorações, nas quais se irá afirmar que «a independência é a melhor alternativa para todos os bascos e bascas», incluem uma manifestação (cinemas Golem, 12h00), um acto político (no Passeio de Sarasate, finda a marcha) e várias actividades ao longo do dia, como um almoço popular e actuações musicais.

Os detalhes relativos às comemorações do Aberri Eguna deste ano na capital de Euskal Herria, sob o lema «Gehiengoaren nahia, independentzia», foram apresentados há alguns dias numa conferência de imprensa por Esti Mujika e Maria Luisa Mangado, da Rede Independentistak, que esperam que as comemorações sejam «massivas e para lá das siglas partidárias».

«Queremos que seja um Aberri Eguna aberto e participativo, um dia em que todos os independentistas, juntos, possam unir a festa à reivindicação», disse Mangado, que incentivou todos os independentistas a aparecer em Iruñea, para ali «dizerem todos juntos»: «queremos decidir o futuro do nosso país, precisamos da independência e somos a maioria».

Os membros da Rede Independentistak consideram que «se estão a viver tempos decisivos para o futuro de Euskal Herria» e que «os cidadãos bascos já se deram conta da importância do momento». Neste sentido, defenderam que são «maioria» aqueles que «reivindicam o direito a decidir, um direito democrático dos povos», aqueles que «querem construir o nosso futuro económico e social» e aqueles que «querem que desapareça a corrupção, a violência e a discriminação».

Mangado sublinhou ainda que a maioria «quer uma Euskal Herria euskaldun de cidadãos plurilingues, onde se possa viver em euskara». «Queremos apresentar-nos a todo o mundo com nossa própria identidade, como bascas e bascos», afirmou.

Para a Rede Independentistak, «a única alternativa que responde na globalidade às necessidades, reivindicações e desejos de todas estas maiorias é a independência», sendo já hora de «pôr em marcha a construção do Estado basco». / Ver: boltxe.info

Mediapost: ameaça de mais despedimentos

ASEH-Lisboa - AZ, 04/16/2014 - 23:33
O sindicato CNT chamou a atenção para a grave situação que as trabalhadoras e os trabalhadores da multinacional Mediapost atravessam, acusando a empresa de manter uma política de «acosso permanente» contra o pessoal. «Não contentes com o facto de terem despedido mais de quinze pessoas desde Junho último, agora ameaçam pôr mais gente na rua», denunciou a central anarco-sindicalista.

Na concentração realizada esta terça-feira frente à sede da empresa em Mungia (Bizkaia), este sindicato sublinhou que, «depois da última onda de despedimentos, a Mediapost – uma das principais empresas de distribuição publicitária no Estado espanhol - quer meter medo ao resto dos trabalhadores, ameaçando despedir mais gente». «O patronato quer-nos impedir de continuar a lutar pelos nossos direitos, mas não vai conseguir», salientou a CNT.

«Parece que não lhes bastou embaratecer os custos de produção e recorrer a subcontratações para pagar salários mais baixos. Agora voltam a alegar perdas para descarregarem em cima dos trabalhadores, quando na realidade têm lucros», referiu o sindicato. [A estratégia é conhecida do patronato em Portugal.]

«Apesar da imagem simpática que tenta vender, a Mediapost é, na verdade uma empresa que fomenta a exploração e reprime as trabalhadoras e os trabalhadores», precisou o sindicato. / Ver: lahaine.org

Ver também: «O LAB denuncia a existência de 20 camas vazias numa residência pública» (ahotsa.info)
Os delegados e delegadas do LAB afirmaram que, enquanto isto se passa na residência de Santo Domingo (Lizarra, Nafarroa), existem listas de espera em residências privadas da zona. Trata-se «da política premeditada do Governo de desmantelamento do serviço público para o entregar à gestão privada», sublinha o sindicato.

Zizur: a UPN censura a exposição fotográfica «Km-0», sobre a dispersão

ASEH-Lisboa - AZ, 04/16/2014 - 23:32
A Câmara Municipal de Zizur Nagusia, governada pela UPN, proibiu a realização a exposição «Kilometro 0» na Casa da Cultura, considerando que se trata de uma exposição política e que as fotos não são artísticas.

O grupo de defesa dos direitos das presas e dos presos políticos bascos tinha decidido expor em Zizur (Nafarroa) a colecção fotográfica «Kilómetro 0: las mil caras de la dispersión», do fotojornalista Josu Trueva. No entanto, a UPN recusou por duas vezes a utilização da sala de exposições da Casa da Cultura, mesmo contra a vontade dos restantes grupos políticos e colectivos representados no Patronato de Cultura do Município. Obra fotográfica
O projecto fotográfico nasceu com o propósito de aproximar as pessoas, através da fotografia, da realidade daqueles que todas as semanas fazem milhares de quilómetros para visitar os seus familiares e amigos: «com o objectivo de mostrar o que não se vê ou não se quer ver».

A obra foi apresentada no Plateruena Kafe Antzokia de Durango (Bizkaia) em 2011, e nos últimos três anos foi exposta em dezenas de localidades de Euskal Herria; e ainda no Forum Fotografic de Can Basté, em Barcelona, no âmbito das Jornadas de Fotografia Documental de 2010 (ver vídeo). / Mais informação: ahotsa.info

REFUGIADOS CONTINUAM A REGRESSAR A EUSKAL HERRIA
33 anos depois da sua partida, Lurdes Mendinueta e Joxe Mari Arkotxa estão de novo em Arbizu (Nafarroa), onde foram recebidos no dia 12. Depois do acto de recepção na praça, 200 pessoas almoçaram com os ex-refugiados políticos. A música e o ambiente de festa não faltaram. [Vídeo]

No sábado passado, o refugiado político Kepa Ruiz de Larrinaga regressou a Bargota (Lizarraldea), depois de 35 anos de ausência. Ao acto de recepção seguiu-se um jantar com a participação de 70 pessoas. / Ver: ahotsa.info e ahotsa.info / VÍDEO: entrevista a 5 refugiados regressados a Donostia (piztu.info)

Jovem foi detido em Lizarra por pedir número de identificação a guarda civil

ASEH-Lisboa - AZ, 04/16/2014 - 23:31
Na segunda-feira, a Guarda Civil aproximou-se de um grupo de jovens que se encontravam na Alde Zaharra (Parte Velha) de Lizarra (Nafarroa) para os revistar. Quando iam começar a efectuar a operação, um jovem perguntou a um militar porque tinha de os revistar e pediu-lhe que mostrasse o número de identificação.

De acordo com testemunhas, a resposta dos militares consistiu em algemar o jovem e levá-lo para o quartel, acusando-o de «desobediência». Como ali não há calabouços, levaram-no depois para o de Iruñea, onde passou a noite.
Ontem, o Tribunal de Lizarra condenou-o, em julgamento sumário, a pagar uma multa de 90 euros. Para protestar contra toda esta situação, 50 pessoas concentraram-se frente ao tribunal, com cartazes onde se lia «Utzi Lizarra pakean! Alde Hemendik!» [Deixem Lizarra em paz! Vão-se embora!] / Ver: topatu.info e ahotsa.info

Bandeiras espanholas e da UE pescadas na Câmara Municipal de Mutriku
Quatro pescadores com barbas subiram ao varandim da Câmara Municipal de Mutriku (Gipuzkoa) e levaram dali a bandeira espanhola e a da União Europeia. No corrimão, prenderam uma ikurriña. Via: topatu.info

Diversos agentes denunciam «ataques» da Guarda Civil a dois membros do Ikasle Abertzaleak

ASEH-Lisboa - AT, 04/15/2014 - 23:34
Dois membros do sindicato Ikasle Abertzaleak apresentaram queixa em tribunal pelos «ataques» e perseguições que lhes foram movidos pela Guarda Civil. Diversos agentes sociais, sindicais e educativos reconheceram o trabalho da organização estudantil e manifestaram a sua solidariedade aos afectados.

Numa conferência de imprensa em Bilbo, Arantzi Sarasola (LAB) e Koldo Tellitu (Ikastolen Elkartea) denunciaram, em nome de diversos agentes, «os ataques policiais» sofridos por dois estudantes membros do Ikasle Abertzaleak.

De acordo com testemunhas, um dos jovens foi abordado por oito guardas civis armados no dia 11 de Março quando ia para as aulas. Obrigaram-no a deitar-se no chão e depois meteram-no numa viatura policial, onde lhe fizeram um interrogatório – perguntando-lhe se conhecia determinadas pessoas –, antes de o deixarem ir. Depois, o jovem foi alvo de vigilância.

O segundo jovem viveu uma situação semelhante no dia 18 de Março, quando a Guarda Civil o mandou parar num controlo. Também neste caso lhe fizeram perguntas sobre pessoas concretas antes de o deixarem ir, sendo alvo de vigilância nos dias seguintes.

Tellitu e Sarasola referiram que «não podem tolerar a grande presença policial que existe» actualmente em várias escolas, e denunciaram inclusive revistas aos estudantes à porta de uma escola no Goierri (região de Gipuzkoa).

O manifesto de denúncia lido por Tellitu e Sarasola conta com o apoio de LAB, STEE, Sortzen, Ikastolen Elkartea, Gazte Komunisten Kolektiboa, Bilgune Feminista, Elkartzen, Askapena, Euskal Herrian Euskaraz, Bai Euskal Herriari e de Xabier Lasa, vice-presidente do Conselho da Juventude de Euskadi (EGK). Também subscrevem o texto uma quinzena de professores da Mondragon Unibertsitatea, da UPB-EHU e da UPNA. / Ver: naiz.info / Ver também: Berria

Detectam novo cancro ao preso Ventura Tomé e extraem-lhe parte de um pulmão

ASEH-Lisboa - AT, 04/15/2014 - 23:33
O preso Ventura Tomé (Tafalla, Nafarroa) acaba de ser submetido a uma operação para lhe ser extraída parte de um pulmão, depois de lhe ser detectado um novo cancro, segundo informou a Etxerat numa conferência de imprensa hoje em Iruñea.
Em Janeiro de 2013 foi diagnosticado ao preso tafalhês, encarcerado em Múrcia (a 690 quilómetros de Tafalla), um cancro da próstata, que foi tratado com radioterapia em condições que a Etxerat na altura denunciou: o preso passou por 38 sessões de radioterapia com as algemas colocadas. Pediu a transferência para Iruñea, que foi recusada. O tratamento terminou em Julho de 2013, sem que fossem efectuados exames sobre a extensão da doença. Em Junho de 2013, foi-lhe feito um exame relacionado com outra doença. Apesar de lhe ter sido detectado um tumor num pulmão, tal só lhe foi comunicado em Dezembro de 2013. Em Janeiro de 2014, foi internado no Hospital Virgen de la Arrixaca, em Múrcia, para fazer exames, que confirmaram a presença de um adenocarcinoma de pulmão. Foi operado no passado dia 8, para lhe ser extraída uma parte do pulmão esquerdo.

A mulher de Ventura Tomé, Kristina Gracia, disse que a operação foi feita em condições péssimas, com um dispositivo policial desproporcionado e com pressões à sua filha, única familiar que pôde deslocar-se a Múrcia. Kristina Gracia também tem cancro, pelo que não pode viajar e visitar Ventura Tomé. Há seis meses que não o vê. «Estamos saturados desta situação», disse.

O médico de confiança de Tomé, Mikel Urra, sublinhou que uma prisão não tem as condições mínimas para o pós-operatório. No caso da extirpação do pulmão, o risco de contrair infecções é superior ao de outras operações cirúrgicas. E numa prisão este risco aumenta ainda mais.

Jaione Karrera, advogada de Tomé, solicitou à Audiência Nacional espanhola a suspensão da pena, devido à doença, e pediu às instituições penitenciárias que possibilitem o seu acesso ao regime de prisão atenuada. O magistrado opôs-se à primeira solicitação e as Instituições Penitenciárias não alteraram o estatuto do preso.

Urtzi Errazkin, porta-voz da Etxerat, pediu que Tomé seja transferido para Euskal Herria e denunciou o prolongamento das políticas de excepção assentes na vingança contra os presos políticos bascos. «Se a situação dos nossos familiares doentes não melhorar e a política penitenciária não mudar, o processo de resolução do conflito, a democratização e o respeito de todos os direitos dos cidadãos bascos não avançarão», acrescentou.

Ventura Tomé tem 60 anos e, depois de ter estado na cadeia nos anos 90, foi detido em Bruxelas em Outubro de 2011 e entregue ao Estado espanhol em Dezembro desse ano para cumprir uma pena de 17 anos, quatro meses e um dia. A sua libertação está prevista para Abril de 2029. / Ver: ahotsa.info

Kuraia - «Bizi gera»

ASEH-Lisboa - AT, 04/15/2014 - 23:32
Do álbum Kuraia (2001) [hitzak / letra]

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