O Herrira convocou para hoje 232 mobilizações para as praças de Euskal Herria, com o lema «Direitos humanos. Resolução. Paz. Os presos bascos para o País Basco». Para além de Euskal Herria, também houve algumas mobilizações no estrangeiro. De acordo com os dados avançados pelo Herrira, participaram nas mobilizações cerca de 12 000 pessoas. De manhã, o tempo esteve bastante mau e nalgumas terras as iniciativas agendadas no âmbito desta mobilização tiveram de ser canceladas, como em Biarritz, Azkaine (Lapurdi) ou Barakaldo (Bizkaia). Ainda assim, a chuva não impediu que centenas de praças de toda Euskal Herria se enchessem em defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Houve concentrações, almoços e fotos de apoio aos presos políticos. Em Oiartzun (Gipuzkoa) representou-se um pátio de uma prisão, com cerca 200 metros. Em Biarritz quase cem pessoas juntaram-se no gaztetxe. Na Parte Velha de Donostia, jogou-se ao cabo de guerra (ou jogo de corda) e no bairro de Egia 300 pessoas participaram numa concentração; em Donibane Lohitzune (Lapurdi) foram 40. Em Arrasate (Gipuzkoa) realizou-se uma corrida popular. Nos bairros de Iruñea, juntaram-se cerca de mil pessoas, e 500 na Praça do Município.
Na concentração levada a cabo em Durango (Bizkaia), o porta-voz do Herrira Ibon Meñika disse que o objectivo desta iniciativa é levar para as praças de Euskal Herria o apoio recebido nas grandes manifestações de Bilbo e de Baiona. Meñika sublinhou que as principais reivindicações do Herrira são acabar com a dispersão dos presos políticos bascos, acabar com a aplicação da doutrina 197/2006 e libertar os presos com doenças graves.
A iniciativa contou com o apoio de oito partidos políticos: Sortu, EA, Aralar, Alternatiba, EB, EHK, Eusko Ekintza e Gorripidea. Tendo em conta a atitude «fechada» dos governos espanhol e francês, reivindicaram «o protagonismo do povo» no respeito pelos direitos dos presos.
Os sindicatos ELA, LAB, EHNE, Hiru, STEE-EILAS, ESK, Solidari e CNT também apoiaram a convocatória, tendo afirmado que vão continuar a lutar pela defesa dos direitos dos presos políticos e pelo fim da aplicação das «medidas de excepção». Diversos membros da Igreja católica também aderiram à iniciativa. / Ver:
Berria e
naiz.info / Fotos: M18Plazara (
Berria /
naiz.info)
Três pessoas que iam ver o preso donostiarra Ander Mujika ficaram sem visita Três amigos do preso donostiarra Ander Mujika foram impedidos de o visitar hoje de manhã na prisão de Bourg-en-Bresse (França). Segundo explicaram, o detector de metais apitou quando um deles ia a passar. Isto fica-se a dever às próteses que tem e já ocorreu em visitas anteriores. Apresentaram relatórios médicos - também em francês - e radiografias. No entanto, os funcionários prisionais disseram-lhes que estes documentos não tinha qualquer validade, pois tinham de ser passados por um médico francês; quando os bascos protestaram, proibiram-lhes a visita, e ainda os arrastaram dali para fora. A prisão de Bourg-en-Bresseko fica a 950 km de Euskal Herria. / Fonte:
naiz.info